Fico olhando pro tanto que a minha vida mudou em pouco mais de um mês e é difícil acreditar que eu to sobrevivendo tão bem a isso tudo. É só olhar pra tristeza e desolação que eu tava no começo e ver como eu to agora, pra constatar que, no fim das contas, eu realmente tenho amor próprio suficiente pra me fazer querer seguir em frente e, hora ou outra, ser feliz. Não que felicidade seja uma coisa constante. Refletindo e lembrando de tudo o que eu vivi, é fácil constatar que eu não era feliz o tempo todo. Mas o era em boa parte do tempo. A questão em jogo agora é tirar, das coisas pequenas, bons motivos pra seguir em frente e não retroceder. Porque se tem uma coisa que eu decidi nos últimos dias, é que não quero voltar atrás. Não quero mais as coisas do jeito que eram. Nunca mais vou mudar quem eu sou e fazer coisas estritamente pra agradar outra pessoa. Porque, no fim das contas, nem sempre dão valor pra todo o seu esforço. E no meu caso nem foi pouco não. Talvez por isso o tombo tenha sido maior.
Pra não ficar caindo em tristeza e nostalgia, tenho procurado fugir da minha rotina e fazer coisas que me deixam animado. É claro, isso sempre envolve meus bons amigos e tudo mais. Desde que todo o mal aconteceu, já fui pra baladas, no cinema umas sete vezes, andar a toa em shopping, conheci lugares que eu nunca tinha ido (6), fiz alguns novos amigos, ri, me soltei, falei bobagem, tornei-me um amante da Avenida Paulista, fiz uma tatuagem (siiim, definitiva) e tentei aproveitar bastante o fato de que estou livre, leve e solto na melhor cidade desse país. Ainda assim, às vezes a nostalgia volta... E com ela meu humor nem sempre fica dos melhores. A freqüência, contudo, tem diminuído dia após dia... E eu já não penso mais naquilo com tanta freqüência...
Primeiro eu fui pra casa, ver meus pais e meus amigos e passar aquele dia problemático com pessoas tomando conta de mim. Depois, de volta pra capital, fui pra casa dos parentes pra festinha da priminha. Ri muuito com eles, fiz fofoca e me diverti pra caramba. No dia seguinte, fui pra casa do @empty_boy pra ser oficialmente apresentado à FreakNation, baladinha alternativa TUDO DE BOM, onde eu fervi descontroladamente dentro de uma gaiola, vi um casal copulando no darkroom, fiz amigos e me soltei de verdade. Dia seguinte, ainda rolou uma passada no shopping pra ver o Michael Jackson no cinema KK e almoçar no McDonald’s. No mesmo dia, comprei o primeiro volume da trilogia Millenium, da qual já sou fã incondicional (atualmente to terminando o ultimo volume, A Rainha do Castelo de Ar). Daí voltei, aos poucos, a ir aproveitando as aulas e os dias.
Nesse meio tempo, tomei muitas decisões, me arrependi de várias delas e voltei atrás e fui deixando o tempo me mostrar o que era melhor fazer. Hoje, acho que estou na minha melhor forma, a que vai me permitir viver melhor daqui pra frente. Me desprendi totalmente da vida que eu tinha antes e não pretendo tentar ter aquilo de volta. Não que eu não queira. Sei que eu ia gostar muito de voltar no tempo e que nada disso tivesse acontecido. Mas enquanto as coisas não evoluírem e a contraparte não crescer um pouco e começar a respeitar mais os sentimentos das outras pessoas, é impossível que eu volte a confiar em um relacionamento assim. No momento, minha meta é viver minha vida e encontrar um relacionamento novo, que me complete sem que eu tenha que ficar me adaptando.
Dias depois da Freak, fui pra minha primeira festa da faculdade. A FestECA, com alguns amigos da sala, que, oficialmente, foi uma droga KKK. O clima era legal, à noite tava gostosa, a céu aberto e tudo mais. Mas o DJ era uma droga. Músicas terríveis nas horas mais erradas. E o meu grito solitário de ‘TOCA KILYE!!!’ pra variar não foi atendido. Entre sentir mais sono do que nunca, ajudar a levantar amiga bêbada de tudo e sobreviver o sábado inteiro trabalhando sem dormir, movido a três RedBull, foi uma experiência agradável que eu quero repetir logo! Faculdade é mesmo bem legal quando você sabe aproveitar. Depois fui com o @tadashi_nk comprar ingresso pro show do Coldplay, em março, e aproveitamos pra ir no cinema ver qualquer coisa. Nesse dia, fui apresentado ao remake do musical Fame, pelo qual fiquei apaixonado de morrer. Baixei trilha sonora, me viciei em vááárias músicas e recomendei pra meio mundo. Claaaro que juntei outra amiga (Yayá ♥), poucos dias depois, e fui ver de novo KKKK, além de ter comido no McDonald’s. No dia seguinte, fiz a tatuagem. Foi a MAIOR loucura da minha vida! Foi uma decisão extremamente rápida e impensada. Entrei num tatuador, falei o desenho que queria e perguntei ‘tem como fazer agora?’. Saí de lá com o braço dolorido, com curativos, recomendações sobre o que não comer e tudo mais e a carinha de menino rebelde passando por mudanças. Cada vez que olho pra estrela preta no meu ombro, me lembro que a minha vida vale à pena. É o meu símbolo de força pra continuar. Logo após fazer a tattoo, almocei no McDonald’s RS.
Daí, uma semana depois, encontrei Yayá de novo, e outro amigo nosso, Vítor, de passagem por São Paulo, pra sairmos também. Vimos New Moon e fomos a um conserto de música negra (era 20/11). Foi quando constatei uma coisa que, eu já sabia, mas que não me lembrava: som de violão me faz mal. Não que eu não goste... O problema é esse... Eu gosto bastante. Mas é como se cada onda sonora saindo das cordas do violão passasse por dentro do meu corpo todo e me fizesse vibrar com a mesma intensidade que a música... E, no estado atual, vibrações emocionais me deixam nostalgicamente triste. Ainda assim, foi bem lindo de ver e as companhias foram agradabilíssimas.
E então, zanzando na internet, retomei contato com um amigo que conheci há anos e que não via desde que conheci. Conheci o George em Guaiçara, onde ele tinha ido visitar uns parentes, mas na época ele já morava aqui na capital. E daí que a gente marcou de se encontrar. Depois que tolerar mais de uma hora de atraso dele, jantamos no McDonald’s (Q?) e fomos andar a toa e jogar conversa fora. Me apresentou lugares bem legais pela região (da Paulista, claro KK) e deu pra descansar a cabeça bem direitinho. Então meu pai veio pra cá pra uma conferência de cultura, e eu fui participar com ele. Fui designado por ele pra participar do grupo de debates sobre teatro e, inesperadamente, encontrei com o George, que é ator. Foi engraçado até... Estava falando dele pro meu pai (eu tinha apresentado os dois em Guaiçara, quando a gente se conheceu) quando olho pro lado e lá ele está, rindo com uma amiga. Fui cumprimentar e daí pronto K, passamos os dois dias de conferência juntos, jogando veneno nos outros e rindo pra caramba. No segundo dia de conferência (quinta-feira), comecei a sentir umas dores estranhas. Voltei pra casa e fui trabalhar à tarde. À noite, antes de voltar pra casa, comecei a me sentir febril. Quando cheguei, a febre era tão alta que eu não conseguia nem pensar. Deitei e dormi logo.
Acordei no dia seguinte com todos os sintomas de uma gripe forte: dor de cabeça, dor no corpo, febre, moleza e uma dor de garganta incrível. Faltei na aula, perdi uma prova e comecei a tomar remédios e remédios. Aparentemente funcionavam pra todos os sintomas, exceto a dor de garganta. Não fui trabalhar na sexta-feira também.
No sábado acordei me sentindo melhorzinho e fui dar as aulas (do dia inteiro KKK). A dor de garganta era meio insistente, mas tomando água toda hora deu pra agüentar numa boa. À noite, tive febre de novo.N o domingo, acordei bem ruinzinho e fiquei na cama um bom tempo. Quando o remédio pra febre começou a fazer efeito, levantei e comecei a montar o trabalhado de Política e Organização do Ensino pra entregar na terça. No meio da tarde, falei com o George e combinamos de ir no cinema ver ‘Do Começo ao Fim’. Dei uma passada no McDonald’s (OoOoOo) antes e fomos ver o filme, com outro amigo dele, o Juliano. O fime é lindinho e valeu bem à pena. Nesse meio tempo, fiz uma amizade legal com o Juju também e fomos pra São Caetano do Sul pra ele resolver umas coisas na empresa, antes de voltarmos pra São Paulo, pra jantar e tudo mais. Durante o jantar, tive que pedir pra embrulhar meu
enorme lanche da Bella Paulista, porque eu não conseguia engolir, tamanha era a dor na garganta. Na segunda, por sugestão de um amigo, dei uma pesquisada no Google por amigdalite e PIMBA descobri minha doença. Todos os sintomas, as fotos, tudo se encaixava comigo. Comprei os remédios indicados e comecei a tomar... Resolvem momentaneamente, como anestésicos para as dores, mas depois de algumas horas, as dores voltam (e a febre também). Acordei na terça com o corpo todo marcado por uma reação alérgica a alguma mistura de remédios que fiz, daí tive que suspender algumas coisas.
Hoje, estou perdendo aula e perderei outra prova pra ir encontrar minha tia, que me levará pra ser examinado por alguém que estudou anos e anos pra diagnosticar e curar essas coisas. Chega de tomar remédio por conta, bora pro hospital KKKK
E, é isso. Eu to vivendo. To me animando, fazendo planos e me divertindo. Até mesmo com o Kleber to conseguindo seguir como amigo e tudo mais... Mas, vez ou outra, eu acabo falando um pouco demais e o clima fica tenso... Aprender a lidar com a insensibilidade de canceriano dele, agora que a gente não namora mais, é tenso. Ele dificilmente mede as conseqüências dos atos dele e n-u-n-c-a pensa em mim antes de fazer nada. E, é claro, sempre tem uma coisa ou outra que ele faz que me chateia um bocado... Apesar disso, gosto de ter ele como amigo ainda... E, agora que eu não quero mais como namorado, é mais fácil...
E, enfim, acho que o Adultice tá de volta. O humor ainda tá meio parado, mas é porque eu não to com nenhuma história boa na cabeça... O ‘Minha História com Ela’ provavelmente vai ser cancelado momentaneamente, porque trás lembranças demais e nostalgia não me faz bem KKKK
Mas é assim crianças... Corrente de amor e pensamentos positivos pra mim, ok?
E a balada de sábado já tá marcada KKK
*Atualização na sexta-feira: Esqueci de postar, daí ficou fora de data KKKK. Fui no hospital, levei injeção e sarei. Agora to bem animadinho e cheio de novos planinhos e vontades *_*=D