enquanto isso, na ficção...

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ATENÇÃO CRIANCES. Pra evitar confusões, vou deixar bem claro: ISSO É FICÇÃO! Eu não fiz essas coisas do textinho aí em baixo, ok?




Parecia que alguém havia vomitado na água.

Não era a primeira vez enchia um copo com água e veneno e observava o efeito. Pequenas machas brancas, como espuma, flutuando por cima da água. Seria uma coisa bonita de olhar, se algo pudesse parecer bonito naqueles dias.

O cheiro era repugnante. Cheiro de derrota. Cheiro de falta de coragem. Cheiro de burrice, de fraqueza.


Amor próprio não fazia sentido agora. Amor não fazia sentido.

Morrer por amor? E não simplesmente morrer por amor, mas se matar por amor. Por amor errado. Amor que tinha saído do controle e virado obsessão.


Não tinha dúvidas de que poderia ser a melhor pessoa do mundo. De que poderia mover montanhas com as próprias mãos se precisasse. De que faria tudo o que fosse pra fazer a outra pessoa feliz. Mas não era o tipo de coisa que podia fazer sozinho... Precisa que o outro tivesse vontade.


A cena era cruel: abandonado com um ‘ainda te amo, mas não dá mais’, acreditando naquele amor mais do que tudo, sem poder pegá-lo com as mãos. Sentia como um alcoólatra sem bebida, um viciado sem heroína, um vampiro sem sangue.


Nunca antes achara que poderia amar tanto.


Dentre todas as coisas, o copo sorria pra ele como uma boa solução. Como se pedisse pra ser bebido. Como se quisesse afogar cada gota de mágoa. ‘Sou a solução pra todos os problemas... Um gole e o resto vai ser escuro’.


Esvaziou o copo na pia, sem coragem de tomar uma só gota.


Mesmo assim, a vida desceu pelo ralo, junto com ele.


trecho de nada concreto que escrevi agora a pouco... Vou fazer mais disso.


Life sucks. And then you die.

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Não, eu não morri.


Fiquei bastante ausente nos últimos tempos e sei que fiquei em falta com quem costuma passar por aqui e ler as asneiras que eu digo. Enfim, vou esclarecer as coisas.

Estou solteiro.


Sim senhores, depois de todos os posts declarações de amor eterno, reclamações sobre as difíceis lutas que a gente tava passando mas que iria superar e toda a certeza de que era a coisa mais certa da minha vida, as coisas saíram do lugar e não deu mais pra levar adiante.

E, enfim, eu não ando com vontade de fazer muita coisa esses dias e o blog acabou sofrendo um pouco...


Porque sabem... Eu não queria isso! Eu queria lutar mais, eu queria insistir mais, eu queria saber que eu venci depois de todo o esforço! Eu queria poder olhar pra frente e ver que o futuro que eu sabia que era o certo tava ali me esperando... E agora é só... Vazio.


Eu não quero ficar sofrendo, nem fazendo os outros sofrerem... Mas cada dia tá sendo uma coisa nova pra mim... Tem os que estou querendo morrer, os que estou infinitamente triste, outros em que estou conformado e alguns em que consigo até ficar feliz...

Mas o fato é de que nada tá certo agora. Nada tá no lugar. Eu só quero a minha vida de volta pro que ela era! Pro que fazia sentido, pro que eu queria de verdade pra mim...


Mas sim, foi uma separação amigável, tentamos deixar tudo do melhor jeito pros dois e eu acho que ele tá conseguindo ir bem... Aproveitando melhor os dias e os amigos e sendo feliz com a decisão que ele tomou.

Eu, daqui, to tentando melhorar gradativamente e viver a minha vida, sem me preocupar muito com o que esperar pro futuro. E tentando fazer com que cada segundo tenha valido totalmente a pena pra nunca dizer coisas do tipo ‘perdi um ano da minha vida com fulano’. Porque não, nada foi perdido. Tudo foi ganhado. Ganhei experiências, ganhei conhecimento, ganhei amizades, ganhei felicidade e aproveitei cada segundo disso.


Agora me sobra uma ‘caixa’ cheia de lembranças, uma caixa torácica onde há dois pulmões e nada mais e a esperança de que, um dia, as coisas voltem a ser o que eram... Ou pelo menos parecidas...

Podem até achar burrice... Mas eu quero ele de volta, agora.


Vou ficar bem, ok? E logo, eu prometo.


Anyway, dou todos os meus ‘Harry Potter’ (livros e DVDs), um rim, uma córnea e um braço pra quem me dar um ‘Aleluia Chance’ pra voltar no tempo e aproveitar melhor pouco tempo que tive...

Logo volto a postar aqui com mais freqüência e tento ser engraçado.



P.S: Até amanhã, estou em Guaiçara/Lins. Bora ferver?
P.S2: Sim, hoje é dia 27.



=/

Bom é ser feliz com o Molejão

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O cúmulo do flop é perder dias reformulando o layout do blog, pra sumir daqui e não postar mais nada K

Ain, mals aê criançada... Tive uns dias de falta de inspiração e tals... Mas vou normalizando as coisas aqui pelo adultice.

Sei que eu tenho que terminar de postar as coisinhas sobre a chegada da internet da minha vida, mas to com preguiça daquelas histórias, então vô postar outra coisa, porque o blog é meu e quem manda sou eu.


Vocês que são crianças, sabem bem que toda criança adooora um faz-de-conta. Tudo quanto é brincadeira tem que rolar algum fingimentozinho, senão não tem graça. O post ia se chamar 'Brincadeira de criança' daí eu comecei a cantar e, enfim, saiu isso.

Não sei se com vocês foi assim, mas nas minhas rodinhas de brincadeiras (que sempre envolviam meus primos – porque parente tem meio que uma obrigação de brincar com você, mesmo quando você é insuportável como eu era), sempre cada pessoa tinha seu personagem cativo. Fulano sempre era o chefe da trupe, o outro sempre era o mais próximo de chefe, as meninas sempre eram as garotinhas indefesas que ficavam chorando pela ajuda do chefe e eu era sempre o amigo bobão.


E aqui vale abrir um parêntese, pra comentar o estranho fato de que, pelo menos na época, qualquer coisa televisiva ou cinematográfica direcionada ao público infantil possuía essa constituição: um líder, o melhor amigo do líder, o bobão e as meninas inteligentes e indefesas (salvo exceções em que as meninas eram machonas nada indefesas).


E, enfim, a gente adorava brincar de imitar essas coisas. Às vezes criávamos nossas próprias brincadeiras de faz-de-conta, mas no geral eram imitações mesmo. E sei lá porque era beeeem divertido.

O intuito geral desse post é relembrar quais personagens eu fui nos mais diversos desenhos animados e brincadeiras e causar vergonha alheia, de novo.



Power Rangers
Essa série de lutadores sentai teve umas 129381209837219847 temporadas. Mas na minha infância, só uma era líder absoluta dos nossos corações: Power Rangers Might Morphin (que continua no meu coração como a MELHOR temporada já produzida – e única que vale a pena assistir de vez em quando).

Essa é a série que mais exemplifica a regra das nossas brincadeiras: o primo mais velho era o Ranger Vermelho, o irmão mais novo dele (que era o segundo mais velho) o Preto, as primas eram a Rosa e a Amarela e, pra mim, sobrava o Azul.

Pra quem não é dessa época, não deve se lembrar de Billy Cranston, o Ranger Azul.

Ele era tipo, o nerd gordinho. Fim, não preciso dizer mais nada.


Ok, ok, combina 100% comigo. Mas, na idéia geral das brincadeiras, ele não era tão forte quanto os outros, não era tão legal quanto os outros, as meninas não se apaixonavam por ele como os outros e, enfim, ele não era nada. E eu, na minha função de primo mais novo da brincadeira, tinha que encarar o personagem. Vale lembrar que o meu papel não era o pior! Tinha um primo mais novo do que eu, que seeempre era todos os ogros e inimigos, que levava os socos e chutes e ataques de raios laser e ficava na base de comando do outro lado da casa da minha vó, bem separado da gente e sozinho KK.

Pelo menos eu era um dos Rangers.




Shurato
Esse ótimo anime japonês rendeu poucas horas de brincadeiras entre eu e os meus dois primos japas (os dois mais velhos), mas como eu to revendo a série atualmente, lembrei desses momentos.

Enquanto o primo mais velho interpretava Gai, o vilão fortão, o outro era Shurato, o protagonista bobão, porém forte. Colocando-me no meu lugar, eu era Leiga, o cara gayzinho, delicado e de armadura cor-de-rosa.

Não farei mais nenhum comentário a respeito.





Cavaleiros do Zodíaco
Também rendeu pouco e segue a mesma idéia de Shurato. A diferença aqui é que a brincadeira envolvia o primo e um conhecido meu (que eu nem conheço mais, RS).

Assim como no Shurato, eu era o gayzinho cor-de-rosa afetadinho. Ou seja, Shun de Andrômeda.

Lembro-me claramente de uma cena que incluía eu rodando uma corrente no meio da estação rodoviária de Guaiçara e mamãe dando pití pra eu parar.






Thunder Relógio
Essa foi uma das minhas criações. Brincadeira favoritada pelos primos durante muito tempo, era a nossa versão dos Power Rangers tupiniquim. A grande sacada aqui é que cada um de nós tinha nossos próprios nomes e nenhum dos primos era um inimigo (ok, é mentira. O primo mais novo as vezes ainda era o inimigo Pum, que era seguido de seus Cocôzinhos capangas).

Depois que os primos mais velhos se mudaram pro Japão e ficamos só eu, a prima e o primo mais novo (irmão dela), os Thunder Relógio passaram por uma reformulação, ganharam novas armas e poderes (baseados em animais alados) e levaram suas aventuras para além das fronteiras dos portões da minha avó.

Um dia a brincadeira foi tão longe que a gente chegou a levar uma tia nossa pra nos ajudar a INVADIR uma cerâmica, pra derrotar os monstros, libertar os prisioneiros do cemitério (?) e rolar no monte de pó-de-serra.

Bons tempos...






Sandy e Junior
Não que sejam personagens de programa infantil nem nada, mas eles eram uma das brincadeiras mais freqüentes entre eu e a prima. Como dançávamos muito bem (e isso não é piada), adorávamos imitar e muitas vezes criar coreografias para as músicas da dupla favorita de nós dois (e que continua minha favorita até hoje forevá amor verdadeiro e eterno foda-se você me deixe viver minha vida em paz lalalá não to escutando nada).

Eu, é claro, era sempre o Junior (personagens gays eram o meu forte...) e a prima a Sandy.

Estranho é que a prima era... bem... Coradinha... Negra mesmo K. E era estranho ser sempre a Sandy. Anyway, como o irmão dela tava sempre por lá, nós tínhamos que dar um personagem pra ele brincar. E, então, ele era o Gustavo, meu melhor amigo e que tocava bateria na nossa banda.

O interessante é que uns anos depois, estreava na Globo o seriado Sandy e Junior e que o melhor do Junior na série também se chamava Gustavo. Nessa época que descobrimos nossos poderes de premonição e acreditávamos neles com MUITA força.





Tempos depois, eu e a prima ganhamos um concurso de covers da dupla, dançando o Pot-Pourri dos Bee Gees.



SmashBros
Ok, não era uma brincadeira física. Mas sempre que eu e os primos japas íamos jogar Smash no 64, existiam regras muito claras para os personagens: Link era do mais velho, Luigi era do irmão dele e o Kirby (rosinha, gordinho e gayzinho) era meu. Qualquer um dos outros estava disponível pra quem quisesse usar, até mesmo nós. Mas esses três eram exclusividade.

Vale lembrar que eu mesmo escolhi o Kirby como meu personagem cativo =D





Pokémon
Nas poucas vezes em que brincamos de qualquer coisa relacionada a Pokémon fora dos videogames, eu era destinado aos monstrinhos aquáticos tal qual a Misty. Isso também por vontade própria, diga-se.

É claro que eu perdia as batalhas com bastante freqüência.




Of course tínhamos várias outras brincadeiras, mas minha memória não é tão boa assim (e o post é só sobre as baseadas em programas de TV... Brincavamos de 'Perdidos na Floresta' que era tipos MÓÓÓÓITO parecida com Lost, tinha até a coisa do avião cair numa floresta perdida e tudo mais, mas não existia Lost na época).

E, de qualquer maneira, minha infância parou por volta dos meus 11 anos e, por essa época, já era beeem incomum me ver brincando de qualquer coisa. Eu preferia passar o tempo lendo ou vendo TV. Então a graça foi acabando logo...


Mas são memórias interessantes pra contar em rodinhas de família e tudo mais. E eu busco esconder FOVERÁ todas as brigas que tivemos a respeito de quem seria cada dançarina do Tchan e tudo mais. Beijos.



=D