Comemorem, pois me rendi.
Fiz um Twitter KKK
Me sigam no www.twitter.com/iurimitika
beijosmil =*
Acidentes de percurso
Como boa criança sedentária que sempre fui, nunca aprendi a andar de bicicleta de verdade.
Se eu subir em uma e sair pedalando, até vira alguma coisa (existem vídeos para provar). Mas, no geral, eu não sei andar, MESMO. Se alguém me vir andando de bicicleta, vai concluir que eu não sei o que to fazendo. Porque é uma coisa feia e torta, que tente sempre a trombar em guias de ruas e a cair pro lado.
De qualquer maneira, eu sempre fui conformado com isso. Nunca foi uma coisa da qual eu tive vergonha ou qualquer coisa assim. Sempre foi uma limitação para a realização das minhas atividades infantis, motivo esse que me fez adquirir o saudável hábito de gostar de caminhar, que preservo até hoje.
E, pensando nisso, lembrei-me de que já tenho dezoito anos e que, muito em breve, devo realizar o assustador teste de direção. E o problema geral da coisa, é que eu tenho certeza de que vou me sair tão bem quanto em cálculo 1.
As pouquíssimas vezes que me arrisquei a tentar dirigir, foram bem desastrosas. Nas férias esse ano, cismei que queria dar ré no carro. Enchi tanto o saco que meu pai acabou cedendo. E eu, é claro, fui horrível e logo desisti. Tô sempre dizendo pro namorido que ele vai ter que dirigir pra mim, pq eu não vou conseguir aprender KK.
Mas sério, tenho muita dificuldade com essa coisa de ‘pisa aqui, mexe aqui, gira aqui’. Não consigo fazer duas coisas diferentes ao mesmo tempo... Daí fica difícil, né? KK
E sei lá... Não vou conseguir me sentir um adulto completo se eu não souber dirigir... Porque, além do cigarro e das calças, o ato de dirigir sempre povoou minha mente nas referências aos adultos... Então é meio que uma ambição, sei lá. Eu vou ter que aprender uma hora ou outra, ain...
De qualquer maneira, eu entrei nesse assunto falando das bicicletas. E é pra falar delas que to escrevendo esse post.
PORQUE É QUE RAIOS CRIANÇA TEM QUE CISMAR DE ANDAR DE BICICLETA ANTES DE APRENDER DIREITO?
Voltando da facul agora a pouco, uma gordinha numa bicicletinha cor-de-rosa me atropelou.
E sei lá o que tinha na roda da bicicleta, mas agora to com um cortezinho no joelho, daqueles que são bem insignificantes, mas ardem pra porra quando cai água quente u.u
É o tipo de situação que acaba com o meu humor de um jeito que argh ¬¬
Enfim, cansei do frio já. Quero o sol de volta. E, por favor, torçam por mim, ok? Coisinhas pra acontecer logo mais, que tem que dar tudo certo pra eu ficar feliz...
E é isso, crianças ♥
Se eu subir em uma e sair pedalando, até vira alguma coisa (existem vídeos para provar). Mas, no geral, eu não sei andar, MESMO. Se alguém me vir andando de bicicleta, vai concluir que eu não sei o que to fazendo. Porque é uma coisa feia e torta, que tente sempre a trombar em guias de ruas e a cair pro lado.
De qualquer maneira, eu sempre fui conformado com isso. Nunca foi uma coisa da qual eu tive vergonha ou qualquer coisa assim. Sempre foi uma limitação para a realização das minhas atividades infantis, motivo esse que me fez adquirir o saudável hábito de gostar de caminhar, que preservo até hoje.
E, pensando nisso, lembrei-me de que já tenho dezoito anos e que, muito em breve, devo realizar o assustador teste de direção. E o problema geral da coisa, é que eu tenho certeza de que vou me sair tão bem quanto em cálculo 1.
As pouquíssimas vezes que me arrisquei a tentar dirigir, foram bem desastrosas. Nas férias esse ano, cismei que queria dar ré no carro. Enchi tanto o saco que meu pai acabou cedendo. E eu, é claro, fui horrível e logo desisti. Tô sempre dizendo pro namorido que ele vai ter que dirigir pra mim, pq eu não vou conseguir aprender KK.
Mas sério, tenho muita dificuldade com essa coisa de ‘pisa aqui, mexe aqui, gira aqui’. Não consigo fazer duas coisas diferentes ao mesmo tempo... Daí fica difícil, né? KK
E sei lá... Não vou conseguir me sentir um adulto completo se eu não souber dirigir... Porque, além do cigarro e das calças, o ato de dirigir sempre povoou minha mente nas referências aos adultos... Então é meio que uma ambição, sei lá. Eu vou ter que aprender uma hora ou outra, ain...
De qualquer maneira, eu entrei nesse assunto falando das bicicletas. E é pra falar delas que to escrevendo esse post.
PORQUE É QUE RAIOS CRIANÇA TEM QUE CISMAR DE ANDAR DE BICICLETA ANTES DE APRENDER DIREITO?
Voltando da facul agora a pouco, uma gordinha numa bicicletinha cor-de-rosa me atropelou.

ARGH QUE RAIVA. Eu já odeio criança. Daí ainda ela vem pra cima de mim com a bicicleta? PUTA-MERDA.
E sei lá o que tinha na roda da bicicleta, mas agora to com um cortezinho no joelho, daqueles que são bem insignificantes, mas ardem pra porra quando cai água quente u.u
É o tipo de situação que acaba com o meu humor de um jeito que argh ¬¬
Enfim, cansei do frio já. Quero o sol de volta. E, por favor, torçam por mim, ok? Coisinhas pra acontecer logo mais, que tem que dar tudo certo pra eu ficar feliz...
E é isso, crianças ♥
Adultice explica: taras.
Feliz dia da independência do Afeganistão pra todas as crianças.
Daí que hoje na faculdade surgiu o assunto e, depois de muito matutar com bastante gente a esse respeito, viu-se que a dúvida existia entre algumas das crianças que freqüentam aulas comigo. Então, como este blog é também um serviço de utilidade pública (?), vamos explicar para a galerë tudo sobre o tema: TARAS.
De acordo com o dicionário, em tudo que não tem a ver com medidas de massa, tara está relacionada a alguns tipos de defeitos nas faculdades mentais. Nós (que somos crianças taradas) sabemos, é claro, que o buraco é mais embaixo.
As taras nada mais são do que um tipo de fixação sexual. Pessoas taradas por pés têm fixação sexual por pés. Pessoas taradas por ruivas têm fixação sexual por ruivas. Pessoas taradas por cabras têm fixação sexual por... deixa pra lá.
Essa fixação sexual se manifesta com uma espécie de preferência que freqüentemente podem causar desconfortos entre um casal ao serem manifestadas.
‘Amor, solte um peidinho pra eu ter uma ereção?’
Esse tipo de situação, é claro, deve ser levada com naturalidade e tratada por um casal na base da conversa. Vale sempre lembrar, é claro, que algumas taras, quando divulgadas, podem causar um pouco de repúdio em pessoas mais puritanas. Pessoas que gostam de transar com duas garotas e um copo ao mesmo tempo, por exemplo, podem ser tratadas como párias da sociedade e serem afastadas dos hábitos comuns. É nessas horas que acabam nascendo grupos mais discretos que partilham das mesmas taras mais delicadas e se juntam, para trocar experiências.
Muitas vezes, também, as taras podem ser confundidas com fetiches. E a diferença não é tão grande assim, mesmo. Os fetiches sexuais são relacionados às maneiras com que se gostaria de realizar sexo e geralmente são melhores vistos do que as taras, principalmente porque ‘fetiche’ é uma palavra que soa mais francesa e, logo, é mais bonita que ‘tara’, RS.
No geral, toda pessoa sexualmente ativa (sexo manual já te torna sexualmente ativo, criança nerd) possui suas taras e fetiches e, se desejar, costuma divulgá-los em situações oportunas.
E, resumindo, divulgar por aí que você tem tara por futebol é quase tão gay quanto tatuar asinhas nas costas, RS.
Ok, parei.
=D
Daí que hoje na faculdade surgiu o assunto e, depois de muito matutar com bastante gente a esse respeito, viu-se que a dúvida existia entre algumas das crianças que freqüentam aulas comigo. Então, como este blog é também um serviço de utilidade pública (?), vamos explicar para a galerë tudo sobre o tema: TARAS.De acordo com o dicionário, em tudo que não tem a ver com medidas de massa, tara está relacionada a alguns tipos de defeitos nas faculdades mentais. Nós (que somos crianças taradas) sabemos, é claro, que o buraco é mais embaixo.
As taras nada mais são do que um tipo de fixação sexual. Pessoas taradas por pés têm fixação sexual por pés. Pessoas taradas por ruivas têm fixação sexual por ruivas. Pessoas taradas por cabras têm fixação sexual por... deixa pra lá.
Essa fixação sexual se manifesta com uma espécie de preferência que freqüentemente podem causar desconfortos entre um casal ao serem manifestadas.
‘Amor, solte um peidinho pra eu ter uma ereção?’
Esse tipo de situação, é claro, deve ser levada com naturalidade e tratada por um casal na base da conversa. Vale sempre lembrar, é claro, que algumas taras, quando divulgadas, podem causar um pouco de repúdio em pessoas mais puritanas. Pessoas que gostam de transar com duas garotas e um copo ao mesmo tempo, por exemplo, podem ser tratadas como párias da sociedade e serem afastadas dos hábitos comuns. É nessas horas que acabam nascendo grupos mais discretos que partilham das mesmas taras mais delicadas e se juntam, para trocar experiências.
Muitas vezes, também, as taras podem ser confundidas com fetiches. E a diferença não é tão grande assim, mesmo. Os fetiches sexuais são relacionados às maneiras com que se gostaria de realizar sexo e geralmente são melhores vistos do que as taras, principalmente porque ‘fetiche’ é uma palavra que soa mais francesa e, logo, é mais bonita que ‘tara’, RS.
No geral, toda pessoa sexualmente ativa (sexo manual já te torna sexualmente ativo, criança nerd) possui suas taras e fetiches e, se desejar, costuma divulgá-los em situações oportunas.
E, resumindo, divulgar por aí que você tem tara por futebol é quase tão gay quanto tatuar asinhas nas costas, RS.
Ok, parei.
=D
tags:
adultice explica,
dia-a-dia,
faculdade,
sexo
Acréscimo desnecessário
Me segura, porque hoje eu acordei bem latino!
E essa música me tira do meu estado normal.
tags:
acréscimo desnecessário,
adik,
música
Família Mitika Visita - Parte 2
Esse quarto tá muito sujo.
Daí que eu sentei pra escrever um post sobre qualquer coisa e lembrei que tava devendo a parte 2 da visita dos pais ainda... Consciência pesada não me deixou prosseguir, então vou terminar de contar.
Pra quem não leu, a parte 1 se encontra aqui.
Recapitulando: mamãe achou que eu estava indo trabalhar muito sujo. Mas eu insisti um pouco e ela mudou de assunto e foram logo embora pra casa dos meus tios. Deixamos combinado um passeio pela 25 de março no dia seguinte e uma latente ida no cinema pra ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe que eu, fã que traiu o movimento, ainda não tinha ido ver (mesmo duas semanas depois do lançamento).
Trabalhei o resto da quinta-feira, voltei pra casa, fiquei um tempinho no MSN com o namorido e logo fui dormir.
O combinado pro dia seguinte era da gente se encontrar as 8 da manhã, porque o pai precisava ir em algum dos tribunais estaduais pegar uns papéis e a gente queria aproveitar o tempo. As 6, meu telefone toca e, quando atendo, é o pai me avisando que, devido à chuva (tinha chovido granizo aqui na noite anterior e ainda estava chovendo, só que água líquida mesmo), nós iríamos nos encontrar mais tarde e que ele me ligava pra falar do novo horário. Daí que, é claron, voltei a dormir. Tempo depois, o telefone tocou de novo e era o pai dizendo que estavam saindo de Poá pra vir pra cá. Calculei umas duas horas até eles chegarem e voltei a dormir K.
Pois bem, acordei, tomei banho e, quando estava saindo de casa, o telefone toca de novo e era o pai avisando que já tinham chegado na estação de trem onde íamos nos encontrar, perguntando se eu ia demorar. É CLARO QUE EU IA, PORRA, NEM TINHA SAÍDO DE CASA AINDA KKKK. Eram mais ou menos uns 50 minutos de busão até a estação, daí que ele ia ter que me esperar K.
Fiz toda a viagem, parte dela em pé, por sinal, e cheguei na estação mais ou menos uma hora e meia depois deles. Claro que minha mãe já tava puta da vida comigo KK. Mas ela nem me xingou nem nada. E, então, começamos o passeio.
A caminhada até o tal tribunal foi longa, principalmente porque o pai não sabia onde ficava. E o problema é que ele sempre insiste que sabe e fica rodando a toa, sem coragem de perguntar o caminho pra ninguém. Vale lembrar, também, que estava chovendo e que eu estava sem guarda-chuva (tinha emprestado o meu pro pai e tava usando a touca da blusa pra proteger a cabeça). A chuva nem tava forte e tal(tá, Kleber?), e quase nem me molhei. Estávamos procurando pelo Tribunal de Justiça. E todas as pessoas pra quem perguntávamos (porque sim, eu e a mãe perguntávamos pra todo mundo, pra estressar o pai KK), apontavam um prédio lá e o pai insistia que não era ali. Daí que achamos o lugar. E duas coisas ficaram bem claras: a) o Tribunal de Justiça (na verdade, PALÁCIO da Justiça) era mesmo o prédio grande pra onde tavam apontando; b) o pai não queria ir em Tribunal de Justiça nenhum, ele queria, na verdade, o Tribunal de Contas. ¬¬
Direto do Tibunal, fomos pra 25, mas paramos num restaurante antes, pra almoçar. Daí que fui apresentado oficialmente à doença do meu pai (que ele adquiriu depois que me mudei), que proíbe ele de comer qualquer tipo de grão (exceto arroz), senão ele sangra por dentro até a morte /exagerei.
Depois de almoçar, fomos pra 25, com chuva, claro. Mamãe comprou umas capas de chuva HORRÍVEIS que eu me recusei a usar, claro. Então éramos eu e três camisinhas gigantes vestindo pessoas (minha irmã tava junto, apesar de não ser relevante pra esse relato), andando pela movimentada rua. Porque sim, a 25 é lotada mesmo numa sexta-feira fria e chuvosa. Andamos à toa um bom tempo, até que mamãe decidiu que ia passar a noite na minha casa.
...
...
...
PASSAR A NOITE NA MINHA CASA?! COMO ASSIM!!!???? Tá, eu nem reclamei nem nada, porque tava com saudadezinha da mãe. Mas alooooooou, que coisa mais sem graça KK.
Por ter decidido passar a noite, fomos em uma loja comprar um pijama pra ela usar e calcinhas pra ela poder tomar banho e tudo mais. O plano era esse: compraríamos pizza pra jantar e ela dormiria aqui. No sábado de manhã eu iria trabalhar enquanto ela limpava e arrumava o quarto (e lavava minhas roupas, pq ela cismou com a sujeira inexistente do dia anterior). Ok né, faxina de graça, TO DENTRO.
Compramos as coisas e, depois de eu insistir e reclamar, fomos pro shopping pra ficarmos secos e vermos o filme. Eu e minha irmã assistimos. Papai e mamãe pagaram 15 reais cada um pra dormir no ar-condicionado da sala de cinema (que tava totalmente vazia, diga-se). Agora acompanhem meu raciocínio: o filme acabou as 17:15. Do shopping até minha casa, considerando trens, ônibus e trânsito, era mais ou menos uma hora e meia. Eu entro no trabalho nas sextas às 18:00. Iria eu chegar a tempo? RS
Pra completar, São Paulo com chuva e após as 5 da tarde, é sinal de trânsito total.
Conclusão: foram duas horas e meia dentro de um ônibus e, é claro, eu cheguei tipo, duas horas atrasado no trabalho. Nem levei bronquinha nem nada, porque liguei avisando que tava preso no trânsito e ainda recebi pela hora que trabalhei. Mas aloooouuu irresponsábilidade, qiso.
Depois disso, passamos no mercado pra comprar uma escova de dentes pra mãe e ela comprou várias coisinhas pra minha geladeira KK, paramos na pizzaria pra pedir a pizza e voltamos pra casa. Falei um pouquinho com namorido (não tenho certeza desse detalhe mais... Eu pelo menos acho que falei KK), e logo comemos e fomos dormir.
Acordei cedo no dia seguinte e fui dar aula. Pra felicidade geral da nação, minha aluna quis ir embora uma hora e meia mais cedo (e eu deixei, claro), daí voltei pra casa bem cedo. Tava tudo limpo quando cheguei *_____* e ela tava procurando mais coisas pra organizar KK. Fiquei falando com o namorido (agora com certeza, kk) enquanto ela terminava e fazia nosso almoço.
Comi e QQQQ saudade da comida da mãe, comofas? Tá que ela quase nunca cozinhava pra mim em casa também, mas sentia mesmo falta... Depois de almoçar, mais um tempinho com o namorido e fomos logo pro Extra 24 horas que tem aqui perto. É tipo shopping, pq tem muita coisa pra olhar e é bem legal ficar andando à toa lá. É um bom lugar pra ir em madrugadas sem sono, por exemplo.
Por lá, compramos um par de caixas de som pra mim, pq as antigas tinham quebrado e partimos rumo ao meu trabalho, pra dar as aulas da tarde. Ela ficou na avenida e depois voltou pra casa. Quando terminei a aula, ela estava na escola me esperando pra nós irmos pra Poá, pra festinha do batizado da priminha. Chegamos lá, comemos e rolou todo o momento nostalgia. Nesses encontros de família, me sinto muito velho, pq sempre vejo os primos com quem passei a infância toda e sempre rolam lembranças boas do passado... Rir é obrigatório, claro.
Dormi na casa da tia mesmo e acordei bem cedo pra ajudar a arrumar e guardar as coisas no carro, pra eles irem embora. Passamos na casa da outra tia pra eles se despedirem e logo fomos embora. Sim, eu fui junto KK. Mas não até Guaiçara, claro. São Paulo era no caminho de volta deles e eles me trouxeram aqui em casa.
Almoçamos juntos no Extra uma ultima vez e paramos em casa, pra mãe me mostrar tudo o que tinha comprado pra mim, enquanto eu dava as aulas da tarde no dia anterior: potinhos, linhas e agulhas pra costura, produtos de limpeza diversos, trufas de chocolate, um tapete (?) e algumas caixinhas pra eu organizar minhas coisas melhor.
Não adianta discutir, mãe é mãe.
Depois, eles pegaram algumas coisas que era pra levar de volta pra casa e partiram, me deixando com um quarto bastante arrumado e as coisas com novos ‘lugares próprios’, muitos doces pra passar as semanas, meus brinquedos favoritos de volta (que eles trouxeram de casa), um namorado cheio de saudades no MSN e uma sensação de que, cada vez mais, estamos nos afastando da relação de dependência entre pais e filhos, pra uma relação de adultos com boas lembranças do passado.
Logo logo, pegar dinheiro com eles só se for emprestado, KK.
Daí que eu sentei pra escrever um post sobre qualquer coisa e lembrei que tava devendo a parte 2 da visita dos pais ainda... Consciência pesada não me deixou prosseguir, então vou terminar de contar.
Pra quem não leu, a parte 1 se encontra aqui.
Recapitulando: mamãe achou que eu estava indo trabalhar muito sujo. Mas eu insisti um pouco e ela mudou de assunto e foram logo embora pra casa dos meus tios. Deixamos combinado um passeio pela 25 de março no dia seguinte e uma latente ida no cinema pra ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe que eu, fã que traiu o movimento, ainda não tinha ido ver (mesmo duas semanas depois do lançamento).
Trabalhei o resto da quinta-feira, voltei pra casa, fiquei um tempinho no MSN com o namorido e logo fui dormir.
O combinado pro dia seguinte era da gente se encontrar as 8 da manhã, porque o pai precisava ir em algum dos tribunais estaduais pegar uns papéis e a gente queria aproveitar o tempo. As 6, meu telefone toca e, quando atendo, é o pai me avisando que, devido à chuva (tinha chovido granizo aqui na noite anterior e ainda estava chovendo, só que água líquida mesmo), nós iríamos nos encontrar mais tarde e que ele me ligava pra falar do novo horário. Daí que, é claron, voltei a dormir. Tempo depois, o telefone tocou de novo e era o pai dizendo que estavam saindo de Poá pra vir pra cá. Calculei umas duas horas até eles chegarem e voltei a dormir K.
Pois bem, acordei, tomei banho e, quando estava saindo de casa, o telefone toca de novo e era o pai avisando que já tinham chegado na estação de trem onde íamos nos encontrar, perguntando se eu ia demorar. É CLARO QUE EU IA, PORRA, NEM TINHA SAÍDO DE CASA AINDA KKKK. Eram mais ou menos uns 50 minutos de busão até a estação, daí que ele ia ter que me esperar K.
Fiz toda a viagem, parte dela em pé, por sinal, e cheguei na estação mais ou menos uma hora e meia depois deles. Claro que minha mãe já tava puta da vida comigo KK. Mas ela nem me xingou nem nada. E, então, começamos o passeio.
A caminhada até o tal tribunal foi longa, principalmente porque o pai não sabia onde ficava. E o problema é que ele sempre insiste que sabe e fica rodando a toa, sem coragem de perguntar o caminho pra ninguém. Vale lembrar, também, que estava chovendo e que eu estava sem guarda-chuva (tinha emprestado o meu pro pai e tava usando a touca da blusa pra proteger a cabeça). A chuva nem tava forte e tal
Direto do Tibunal, fomos pra 25, mas paramos num restaurante antes, pra almoçar. Daí que fui apresentado oficialmente à doença do meu pai (que ele adquiriu depois que me mudei), que proíbe ele de comer qualquer tipo de grão (exceto arroz), senão ele sangra por dentro até a morte /exagerei.
Depois de almoçar, fomos pra 25, com chuva, claro. Mamãe comprou umas capas de chuva HORRÍVEIS que eu me recusei a usar, claro. Então éramos eu e três camisinhas gigantes vestindo pessoas (minha irmã tava junto, apesar de não ser relevante pra esse relato), andando pela movimentada rua. Porque sim, a 25 é lotada mesmo numa sexta-feira fria e chuvosa. Andamos à toa um bom tempo, até que mamãe decidiu que ia passar a noite na minha casa.
...
...
...
PASSAR A NOITE NA MINHA CASA?! COMO ASSIM!!!???? Tá, eu nem reclamei nem nada, porque tava com saudadezinha da mãe. Mas alooooooou, que coisa mais sem graça KK.
Por ter decidido passar a noite, fomos em uma loja comprar um pijama pra ela usar e calcinhas pra ela poder tomar banho e tudo mais. O plano era esse: compraríamos pizza pra jantar e ela dormiria aqui. No sábado de manhã eu iria trabalhar enquanto ela limpava e arrumava o quarto (e lavava minhas roupas, pq ela cismou com a sujeira inexistente do dia anterior). Ok né, faxina de graça, TO DENTRO.
Compramos as coisas e, depois de eu insistir e reclamar, fomos pro shopping pra ficarmos secos e vermos o filme. Eu e minha irmã assistimos. Papai e mamãe pagaram 15 reais cada um pra dormir no ar-condicionado da sala de cinema (que tava totalmente vazia, diga-se). Agora acompanhem meu raciocínio: o filme acabou as 17:15. Do shopping até minha casa, considerando trens, ônibus e trânsito, era mais ou menos uma hora e meia. Eu entro no trabalho nas sextas às 18:00. Iria eu chegar a tempo? RS
Pra completar, São Paulo com chuva e após as 5 da tarde, é sinal de trânsito total.
Conclusão: foram duas horas e meia dentro de um ônibus e, é claro, eu cheguei tipo, duas horas atrasado no trabalho. Nem levei bronquinha nem nada, porque liguei avisando que tava preso no trânsito e ainda recebi pela hora que trabalhei. Mas aloooouuu irresponsábilidade, qiso.
Depois disso, passamos no mercado pra comprar uma escova de dentes pra mãe e ela comprou várias coisinhas pra minha geladeira KK, paramos na pizzaria pra pedir a pizza e voltamos pra casa. Falei um pouquinho com namorido (não tenho certeza desse detalhe mais... Eu pelo menos acho que falei KK), e logo comemos e fomos dormir.
Acordei cedo no dia seguinte e fui dar aula. Pra felicidade geral da nação, minha aluna quis ir embora uma hora e meia mais cedo (e eu deixei, claro), daí voltei pra casa bem cedo. Tava tudo limpo quando cheguei *_____* e ela tava procurando mais coisas pra organizar KK. Fiquei falando com o namorido (agora com certeza, kk) enquanto ela terminava e fazia nosso almoço.
Comi e QQQQ saudade da comida da mãe, comofas? Tá que ela quase nunca cozinhava pra mim em casa também, mas sentia mesmo falta... Depois de almoçar, mais um tempinho com o namorido e fomos logo pro Extra 24 horas que tem aqui perto. É tipo shopping, pq tem muita coisa pra olhar e é bem legal ficar andando à toa lá. É um bom lugar pra ir em madrugadas sem sono, por exemplo.
Por lá, compramos um par de caixas de som pra mim, pq as antigas tinham quebrado e partimos rumo ao meu trabalho, pra dar as aulas da tarde. Ela ficou na avenida e depois voltou pra casa. Quando terminei a aula, ela estava na escola me esperando pra nós irmos pra Poá, pra festinha do batizado da priminha. Chegamos lá, comemos e rolou todo o momento nostalgia. Nesses encontros de família, me sinto muito velho, pq sempre vejo os primos com quem passei a infância toda e sempre rolam lembranças boas do passado... Rir é obrigatório, claro.
Dormi na casa da tia mesmo e acordei bem cedo pra ajudar a arrumar e guardar as coisas no carro, pra eles irem embora. Passamos na casa da outra tia pra eles se despedirem e logo fomos embora. Sim, eu fui junto KK. Mas não até Guaiçara, claro. São Paulo era no caminho de volta deles e eles me trouxeram aqui em casa.
Almoçamos juntos no Extra uma ultima vez e paramos em casa, pra mãe me mostrar tudo o que tinha comprado pra mim, enquanto eu dava as aulas da tarde no dia anterior: potinhos, linhas e agulhas pra costura, produtos de limpeza diversos, trufas de chocolate, um tapete (?) e algumas caixinhas pra eu organizar minhas coisas melhor.
Não adianta discutir, mãe é mãe.
Depois, eles pegaram algumas coisas que era pra levar de volta pra casa e partiram, me deixando com um quarto bastante arrumado e as coisas com novos ‘lugares próprios’, muitos doces pra passar as semanas, meus brinquedos favoritos de volta (que eles trouxeram de casa), um namorado cheio de saudades no MSN e uma sensação de que, cada vez mais, estamos nos afastando da relação de dependência entre pais e filhos, pra uma relação de adultos com boas lembranças do passado.
Logo logo, pegar dinheiro com eles só se for emprestado, KK.
=D
.jpg)

