Primeiro pensei em escrever sobre como é ser um ex-namorado, mas achei que a depressão tá forte demais por aqui já... Depois fiquei tentado em escrever sobre Michael Jackson e seu ‘This is It’ que eu assisti no fim de semana, mas também descartei... Matutando um pouco, surgiu então a idéia de falar sobre uma coisinha que andei reparando nos últimos dias... Aos poucos o blog vai voltando ao ritmo natural, já que eu ainda to passando pelas etapas da separação KKKK
Não preciso encher esse blog de mais reclamação e choro, porque acho que todo mundo já deduziu que eu passei dias bem difíceis nas duas ultimas semanas... Eu me senti perdido, sem idéia do que fazer com a minha vida, tentado a fazer muita coisa que eu me arrependeria depois e querendo, mais do que tudo, poder culpar alguém.
Por mais que as coisas tivessem totalmente fora do controle, só o que eu sabia é que eu precisava sair desse estado degradativo e começar a me recuperar do baque. E, pra isso, fui tentando me apegar a algumas coisas...
De início, me apeguei à idéia de que, com certeza, nós logo iríamos voltar. Era só esperar uns meses e logo tudo ia se resolver e eu voltaria a ser feliz. O pensamento era ‘viver o hoje como der, porque logo vai ficar tudo bem de novo’. Obviamente, foi fracasso total, visto que viver cada dia era um martírio, tendo que conviver com todas as lembranças e tristezas. Vale o parêntese pra comentar como é INCRÍVEL o jeito que as coisas acontecem quando você tá triste! Parece que o mundo conspira contra você e tudo te faz lembrar do sofrimento... O tanto de gente que tinha compromissos pro dia 27, músicas tristes tocando, lembranças em cada cantinho... Foi cruel.
Depois de perceber que isso não ia funcionar, comecei a me apegar em duas das minhas bandas favoritas, Paramore e Cartel, que lançaram discos novos recentemente. As músicas novas, por um tempo, conseguiam me animar, mas logo eu tracei um paralelo entre elas e a minha tristeza e já viraram martírio também.
Nesse meio tempo, acabei contando com bons conselhos vindos de vários lados... Na faculdade, meus bons amigos André e Léo sempre tinham alguma coisa pra dizer... Os comentários dos dois eram sempre bastante diferentes, por sinal... Enquanto o André fazia o possível pra me mostrar que existia vida além da tristeza e, muitas vezes, sendo um pouco duro nas palavras, o Léo tinha um tom mais ameno e mais parecido com o meu jeito de pensar, dizendo que as coisas são como tem que ser e que cabia a mim escolher o destino a dar pra minha vida.
É claro que essa dose alta de pensamentos diferentes foi culminante no processo todo. O Charlie (André é Charlie pra mim) parecia sempre saber o que eu precisava ouvir em cada momento. Todos os comentários e broncas, além dos conselhos, vinham no exato momento em que eu estava pensando alguma coisa que só aquilo podia mudar.
Já o Léo conseguia me mostrar que, sendo quem eu sou, eu podia continuar minha vida, mesmo tendo que me desprender do que eu acreditava que era o melhor.
Sim, eu devo minha atual sanidade a esses dois.
Duas pessoas que eu conheço à tão pouco tempo, das quais eu sei pouco mais do que o nome e o número de telefone, conseguiram fazer com que eu percebesse que a vida não precisava acabar ali. Que só o que faltava era eu encontrar o meu caminho...
E o meu caminho eu encontrei voltando pra minha cidade Natal, a temida Guaiçara.
Encarar meus pais e a família, foi meio que um baque forte. Ver cada rosto familiar, cada ruga de preocupação, cada dúvida banal a respeito da vida e da faculdade... Era como se, apesar de todos os meus problemas, ainda existisse espaço pra pensar em coisas pequenas e sem importância... Falar sobre a casa, sobre o barulho, sobre helicópteros na janela... Existia um mundo fora do poço escuro onde eu havia me jogado.
Meus pais que, apesar de claramente felizes por eu ter saído de um relacionamento que eles ainda não achavam bom, fizeram o possível pra respeitar meu espaço e o meu luto. E pra tentar me colocar pra cima.
E, é claro, meus três melhores amigos, que, acima de tudo, existem. Meu tão amado ‘Sul’ com três das pessoas mais importantes desse mundo pra mim, estava lá me esperando descer do ônibus e passar alguns dias agradecendo por eles existirem. Crau, Duh e Kity ajudaram um bocado na minha ‘recuperação’.
Ver a hesitação deles em tocar no assunto, se esforçando pra não dizer nada que me fizesse lembrar das coisas, tentando me levar pra fazer as coisas que mais nos divertiam e sempre ali, do lado, pra que eu pudesse ficar quietinho sem falar nada, horas essas em que eles sabiam que, de falar, eu me desmontaria.
Até mesmo os distantes, com quem falo só pela internet, foram essenciais nesse meio tempo... Jheymis, Kenny, Lucas e Isão tavam sempre ali me ouvindo reclamar, aguentando minha chatisse, dizendo que tudo ia ficar bem e realmente torcendo por isso... Cada palavra, cada conselho... Foi tudo, muito importante, mesmo
E, então, reparei que, acima de tudo, eu tenho amigos! Amigos que se preocupam comigo, que me querem bem, que esperam o melhor de mim e que, apesar de tudo, não me cobram nada em troca.Amigos são uma coisa engraçada... São pessoas de quem você gosta sem motivo, que fazem seus momentos serem divertidos e iluminados e as quais, no menor incidente, você perde o contato... Casa-se e passa a tratar os amigos como segundo plano... Mas eles continuam ali... Esperando que você precise deles pra ajudar.
De verdade, eu não me arrependo de nada que fiz enquanto namorei. Mas eu quero agora agradecer imensamente por cada pessoa que, de um jeito ou outro, me ajudou a reencontrar um sentido pra seguir em frente. Talvez eu nem merecesse isso. Então, obrigado.
E agora, então, as coisas estão nesse parâmetro. A vida vai seguindo. Não estou mais preso em nenhum plano absurdo, não to mais escrevendo continhos dramáticos sobre suicídio, aguardando a noite chegar pra dormir, torcendo por não acordar mais.
Consigo ver o sol no meio da escuridão e consigo enxergar os sorrisos de vocês, no fim das contas. Se tem uma coisa da qual eu me orgulho, é dos amigos que consegui recolher por esse mundo.
E, enfim, Adultice de volta e vou tentar não falar mais sobre separação nos posts.
Se você deu RT no twitter, logo vai saber se ganhou o avatar ou não e, enfim, humor fica pra depois.
;D

3 resmungos:
aaaaaah Mitikão..
eu te amo..muito ♥
Demorei pra vimc omentar mas aqui estou eu!!
Fico feliz que eu tenha ajudado de alguma forma, eu sempre achava que meus conselhos eram pessimos e que nao ajudavam muito, mas ainda bem que serviram pra alguma coisa!!
É muito mais facil viver tendo pessoa importantes ao nosso lado, mas o que dá gosto a vida e saber que somos importante pra alguem. E saber que sou importante pra voce, isso me dá gosto de viver!!
E saiba que voce tambem é importante pra mim, e se voce pensa como eu, isso te ajudará muito!!!!
xD
Sempre que precisar de conselhos, ou apenas de alguem pra te ouvir, um ombro pra chorar, pode me procurar, independente da situacao!!!
Abraco!!!!!!!!!
Legal
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