Porque ser adulto é uma ciência inexata.
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Antes do fim.
Algo me diz que esse será o último post do ano... Então acho que ele vai ser ‘balanço geral’ de tudo o que rolou pra mim nos últimos 365 dias...


Acho que todo mundo percebeu que, nos últimos tempos, eu entrei em um clima forte de pessimismo e desolação e acho também que todo mundo sabe o por quê. E daí que o meu discurso geral de final de ano tem sido “Que 2010 seja bom, porque 2009 foi um ano perdido. Se eu soubesse, teria pulado”.

E qqqqqq eu não sou assim! Não sou de ficar rancoroso desse jeito e esquecendo de todas as coisas boas que aconteceram, só porque uma única coisa ruim estragou as boas perspectivas que eu tinha. A hora agora, então, é de pensar em tudo o que rolou de bom e me sentir por, felizmente, ter passado por um ano tão cheio de aprendizados.

Logo de cara, passei na UNESP e na USP. Passei cara! Em duas! Nas duas únicas que prestei, por sinal, ou seja, passei em TODAS as que eu prestei! E teria passado em outras se tivesse feito! Porque esse era o meu ano, era a minha vez e o meu destino tava escritinho dizendo que era isso o que tinha que acontecer. Podiam me jogar a macumba que fosse, ninguém ia tirar o meu direito de entrar na faculdade logo depois de sair do colegial! E entrei com força!


E não foi só isso, mas em 2009 eu alcancei a minha parcial independência! Tanto de vida quanto financeira (visto que eu não preciso mais pedir grana pros meus pais, só peço pra eles se sentirem participando da minha vida e porque eu sou interesseiro mesmo RS). Saí de casa, vim pra cidade grande, passei a morar sozinho, enfrentar meus próprios problemas e às vezes resolvê-los. Passei a encarar a vida como uma coisa importante e não uma simples brincadeira e passei a querer viver todos os dias e aproveitar cada segundo deles.


No campo amoroso, as coisas foram boas até certo ponto. Curti bastante o meu namoro, aproveitei tudo o que tinha aproveitar dele e fui o melhor namorado do mundo, tenho certeza disso. Amei muito e fui amado de volta. E recebi bastante carinho e atenção. Infelizmente, tudo isso acabou muito bruscamente e eu ainda to aprendendo a conviver com essa nova realidade. Mas não é por isso que eu vou deixar de me lembrar de tudo que aconteceu de bom no ano.


Por sinal, a separação me trouxe algumas coisas boas por si só. Firmei amizades, fiz novos amigos e passei a ver a amizade de um jeito bem diferente do que via antes. Não mais como um acréscimo à vida, mas sim como uma necessidade latente de todas as pessoas! De verdade, eu não consigo nem imaginar agora como seria viver sem os meus amigos. Sejam os que ficaram no interior (as puta e as xuxu, principalmente), sejam os daqui de Sampa (os da faculdade, a Bubby, o Gê e a galere) e até mesmo os que, por enquanto, são resumidos em uma janelinha de MSN ou que eu já não vejo há tempos (Isão, Manoel, Caio, Lucas, Kenny e afins). Cada segundo de lucidez e de felicidade dos últimos dias tem participação de um de vocês.


Profissionalmente foi um meio termo. Eu arranjei um emprego, na profissão que eu escolhi pra mim e me dediquei o bastante pra fazer bem feito o que devia fazer. Em vários aspectos, não fiquei satisfeito com as coisas, mas não de um jeito que eu vá pensar em mudar de profissão e essas coisas. Mas 2010 com certeza vai ser diferente nesse sentido. Acho que vou mudar de emprego, pra algum lugar onde eu possa crescer e aparecer mais (leia: ganhar mais), onde eu possa desenvolver minhas habilidades e onde eu possa ser devidamente reconhecido pelo que fizer. 2009 foi importante pra me fazer perceber a necessidade dessas coisas.


Academicamente, ficarei em silêncio. Porque meu ano na faculdade foi, no mínimo, vergonhoso. Passei nas matérias empurrado (reprovei Calculo 1, por sinal =D), não estudei nada, deixei de aprender várias coisas importantes (que foram ensinadas e que, no futuro, vou ter que ler em livros pq vou precisar delas ¬¬) e deixei de fazer o que eu tinha prometido pra mim mesmo: ME DEDICAR. Entrei na USP, caceta, preciso fazer isso valer a pena cada segundo! Mais planos pra 2010 incluem me esforçar como estudante e mostrar pra mim mesmo que eu posso! YES I CAN!


E eu fiz um blog de sucesso! Ok, a minha definição de sucesso é modesta... Mas o Adultice veio e ficou, insistiu, cavou seu lugarzinho e ganhou alguns bons leitores, minhas crianças, que tão sempre por aqui (mesmo sem deixar os carinhosos comentariozinhos K). Não fazem idéia de como eu me orgulho de ter levado o blog pra frente até agora... E de saber que vou continuar com ele *___*


Planos no ramo amoroso eu nem tenho. Fracassei muito nesse lado no fim do ano e agora preciso descansar um pouco disso... Não que não possa ocorrer e nem que, se ocorrer, eu não vá me dedicar. Mas essa tá longe de ser a minha prioridade.


E ain... Eu vou viver! Eu vou me divertir, paquerar, estudar, trabalhar, ver filmes, rir, falar besteira, aprender, ensinar, gritar, cantar, me curar e conseguir aproveitar cada dia, da melhor maneira possível. Porque a vida vale à pena. Vale muito.


E, se Deus quiser, farei outro Orkut em 2010 (porque eu deletei o meu KKK) =D



Feliz Natal pra vocês, crianças e bom Ano Novo. Ganhem presentes, pulem ondinhas, comam lentilha, façam sexo, abracem os bons amigos e amem. Amem sem motivo ou necessidade. Só amem. Porque o mundo precisa de amor.


Até 2010, então.


♥

Marcadores: amigos, ano novo, dia-a-dia, natal, passado, problemas, vida

  Iuri Mitika
06:25 | 5 comments


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Parágrafos grandes da nova vida
Fico olhando pro tanto que a minha vida mudou em pouco mais de um mês e é difícil acreditar que eu to sobrevivendo tão bem a isso tudo. É só olhar pra tristeza e desolação que eu tava no começo e ver como eu to agora, pra constatar que, no fim das contas, eu realmente tenho amor próprio suficiente pra me fazer querer seguir em frente e, hora ou outra, ser feliz. Não que felicidade seja uma coisa constante. Refletindo e lembrando de tudo o que eu vivi, é fácil constatar que eu não era feliz o tempo todo. Mas o era em boa parte do tempo. A questão em jogo agora é tirar, das coisas pequenas, bons motivos pra seguir em frente e não retroceder. Porque se tem uma coisa que eu decidi nos últimos dias, é que não quero voltar atrás. Não quero mais as coisas do jeito que eram. Nunca mais vou mudar quem eu sou e fazer coisas estritamente pra agradar outra pessoa. Porque, no fim das contas, nem sempre dão valor pra todo o seu esforço. E no meu caso nem foi pouco não. Talvez por isso o tombo tenha sido maior.


Pra não ficar caindo em tristeza e nostalgia, tenho procurado fugir da minha rotina e fazer coisas que me deixam animado. É claro, isso sempre envolve meus bons amigos e tudo mais. Desde que todo o mal aconteceu, já fui pra baladas, no cinema umas sete vezes, andar a toa em shopping, conheci lugares que eu nunca tinha ido (6), fiz alguns novos amigos, ri, me soltei, falei bobagem, tornei-me um amante da Avenida Paulista, fiz uma tatuagem (siiim, definitiva) e tentei aproveitar bastante o fato de que estou livre, leve e solto na melhor cidade desse país. Ainda assim, às vezes a nostalgia volta... E com ela meu humor nem sempre fica dos melhores. A freqüência, contudo, tem diminuído dia após dia... E eu já não penso mais naquilo com tanta freqüência...


Primeiro eu fui pra casa, ver meus pais e meus amigos e passar aquele dia problemático com pessoas tomando conta de mim. Depois, de volta pra capital, fui pra casa dos parentes pra festinha da priminha. Ri muuito com eles, fiz fofoca e me diverti pra caramba. No dia seguinte, fui pra casa do @empty_boy pra ser oficialmente apresentado à FreakNation, baladinha alternativa TUDO DE BOM, onde eu fervi descontroladamente dentro de uma gaiola, vi um casal copulando no darkroom, fiz amigos e me soltei de verdade. Dia seguinte, ainda rolou uma passada no shopping pra ver o Michael Jackson no cinema KK e almoçar no McDonald’s. No mesmo dia, comprei o primeiro volume da trilogia Millenium, da qual já sou fã incondicional (atualmente to terminando o ultimo volume, A Rainha do Castelo de Ar). Daí voltei, aos poucos, a ir aproveitando as aulas e os dias.


Nesse meio tempo, tomei muitas decisões, me arrependi de várias delas e voltei atrás e fui deixando o tempo me mostrar o que era melhor fazer. Hoje, acho que estou na minha melhor forma, a que vai me permitir viver melhor daqui pra frente. Me desprendi totalmente da vida que eu tinha antes e não pretendo tentar ter aquilo de volta. Não que eu não queira. Sei que eu ia gostar muito de voltar no tempo e que nada disso tivesse acontecido. Mas enquanto as coisas não evoluírem e a contraparte não crescer um pouco e começar a respeitar mais os sentimentos das outras pessoas, é impossível que eu volte a confiar em um relacionamento assim. No momento, minha meta é viver minha vida e encontrar um relacionamento novo, que me complete sem que eu tenha que ficar me adaptando.


Dias depois da Freak, fui pra minha primeira festa da faculdade. A FestECA, com alguns amigos da sala, que, oficialmente, foi uma droga KKK. O clima era legal, à noite tava gostosa, a céu aberto e tudo mais. Mas o DJ era uma droga. Músicas terríveis nas horas mais erradas. E o meu grito solitário de ‘TOCA KILYE!!!’ pra variar não foi atendido. Entre sentir mais sono do que nunca, ajudar a levantar amiga bêbada de tudo e sobreviver o sábado inteiro trabalhando sem dormir, movido a três RedBull, foi uma experiência agradável que eu quero repetir logo! Faculdade é mesmo bem legal quando você sabe aproveitar. Depois fui com o @tadashi_nk comprar ingresso pro show do Coldplay, em março, e aproveitamos pra ir no cinema ver qualquer coisa. Nesse dia, fui apresentado ao remake do musical Fame, pelo qual fiquei apaixonado de morrer. Baixei trilha sonora, me viciei em vááárias músicas e recomendei pra meio mundo. Claaaro que juntei outra amiga (Yayá ♥), poucos dias depois, e fui ver de novo KKKK, além de ter comido no McDonald’s. No dia seguinte, fiz a tatuagem. Foi a MAIOR loucura da minha vida! Foi uma decisão extremamente rápida e impensada. Entrei num tatuador, falei o desenho que queria e perguntei ‘tem como fazer agora?’. Saí de lá com o braço dolorido, com curativos, recomendações sobre o que não comer e tudo mais e a carinha de menino rebelde passando por mudanças. Cada vez que olho pra estrela preta no meu ombro, me lembro que a minha vida vale à pena. É o meu símbolo de força pra continuar. Logo após fazer a tattoo, almocei no McDonald’s RS.


Daí, uma semana depois, encontrei Yayá de novo, e outro amigo nosso, Vítor, de passagem por São Paulo, pra sairmos também. Vimos New Moon e fomos a um conserto de música negra (era 20/11). Foi quando constatei uma coisa que, eu já sabia, mas que não me lembrava: som de violão me faz mal. Não que eu não goste... O problema é esse... Eu gosto bastante. Mas é como se cada onda sonora saindo das cordas do violão passasse por dentro do meu corpo todo e me fizesse vibrar com a mesma intensidade que a música... E, no estado atual, vibrações emocionais me deixam nostalgicamente triste. Ainda assim, foi bem lindo de ver e as companhias foram agradabilíssimas.


E então, zanzando na internet, retomei contato com um amigo que conheci há anos e que não via desde que conheci. Conheci o George em Guaiçara, onde ele tinha ido visitar uns parentes, mas na época ele já morava aqui na capital. E daí que a gente marcou de se encontrar. Depois que tolerar mais de uma hora de atraso dele, jantamos no McDonald’s (Q?) e fomos andar a toa e jogar conversa fora. Me apresentou lugares bem legais pela região (da Paulista, claro KK) e deu pra descansar a cabeça bem direitinho. Então meu pai veio pra cá pra uma conferência de cultura, e eu fui participar com ele. Fui designado por ele pra participar do grupo de debates sobre teatro e, inesperadamente, encontrei com o George, que é ator. Foi engraçado até... Estava falando dele pro meu pai (eu tinha apresentado os dois em Guaiçara, quando a gente se conheceu) quando olho pro lado e lá ele está, rindo com uma amiga. Fui cumprimentar e daí pronto K, passamos os dois dias de conferência juntos, jogando veneno nos outros e rindo pra caramba. No segundo dia de conferência (quinta-feira), comecei a sentir umas dores estranhas. Voltei pra casa e fui trabalhar à tarde. À noite, antes de voltar pra casa, comecei a me sentir febril. Quando cheguei, a febre era tão alta que eu não conseguia nem pensar. Deitei e dormi logo.


Acordei no dia seguinte com todos os sintomas de uma gripe forte: dor de cabeça, dor no corpo, febre, moleza e uma dor de garganta incrível. Faltei na aula, perdi uma prova e comecei a tomar remédios e remédios. Aparentemente funcionavam pra todos os sintomas, exceto a dor de garganta. Não fui trabalhar na sexta-feira também.


No sábado acordei me sentindo melhorzinho e fui dar as aulas (do dia inteiro KKK). A dor de garganta era meio insistente, mas tomando água toda hora deu pra agüentar numa boa. À noite, tive febre de novo.N o domingo, acordei bem ruinzinho e fiquei na cama um bom tempo. Quando o remédio pra febre começou a fazer efeito, levantei e comecei a montar o trabalhado de Política e Organização do Ensino pra entregar na terça. No meio da tarde, falei com o George e combinamos de ir no cinema ver ‘Do Começo ao Fim’. Dei uma passada no McDonald’s (OoOoOo) antes e fomos ver o filme, com outro amigo dele, o Juliano. O fime é lindinho e valeu bem à pena. Nesse meio tempo, fiz uma amizade legal com o Juju também e fomos pra São Caetano do Sul pra ele resolver umas coisas na empresa, antes de voltarmos pra São Paulo, pra jantar e tudo mais. Durante o jantar, tive que pedir pra embrulhar meu enorme lanche da Bella Paulista, porque eu não conseguia engolir, tamanha era a dor na garganta. Na segunda, por sugestão de um amigo, dei uma pesquisada no Google por amigdalite e PIMBA descobri minha doença. Todos os sintomas, as fotos, tudo se encaixava comigo. Comprei os remédios indicados e comecei a tomar... Resolvem momentaneamente, como anestésicos para as dores, mas depois de algumas horas, as dores voltam (e a febre também). Acordei na terça com o corpo todo marcado por uma reação alérgica a alguma mistura de remédios que fiz, daí tive que suspender algumas coisas.


Hoje, estou perdendo aula e perderei outra prova pra ir encontrar minha tia, que me levará pra ser examinado por alguém que estudou anos e anos pra diagnosticar e curar essas coisas. Chega de tomar remédio por conta, bora pro hospital KKKK


E, é isso. Eu to vivendo. To me animando, fazendo planos e me divertindo. Até mesmo com o Kleber to conseguindo seguir como amigo e tudo mais... Mas, vez ou outra, eu acabo falando um pouco demais e o clima fica tenso... Aprender a lidar com a insensibilidade de canceriano dele, agora que a gente não namora mais, é tenso. Ele dificilmente mede as conseqüências dos atos dele e n-u-n-c-a pensa em mim antes de fazer nada. E, é claro, sempre tem uma coisa ou outra que ele faz que me chateia um bocado... Apesar disso, gosto de ter ele como amigo ainda... E, agora que eu não quero mais como namorado, é mais fácil...


E, enfim, acho que o Adultice tá de volta. O humor ainda tá meio parado, mas é porque eu não to com nenhuma história boa na cabeça... O ‘Minha História com Ela’ provavelmente vai ser cancelado momentaneamente, porque trás lembranças demais e nostalgia não me faz bem KKKK


Mas é assim crianças... Corrente de amor e pensamentos positivos pra mim, ok?



E a balada de sábado já tá marcada KKK




*Atualização na sexta-feira: Esqueci de postar, daí ficou fora de data KKKK. Fui no hospital, levei injeção e sarei. Agora to bem animadinho e cheio de novos planinhos e vontades *_*



=D
  Iuri Mitika
08:05 | 3 comments


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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Como luz...
Fiquei um bocado de tempo pensando em qual seria o tema do post de ‘retorno’ do adultice...


Primeiro pensei em escrever sobre como é ser um ex-namorado, mas achei que a depressão tá forte demais por aqui já... Depois fiquei tentado em escrever sobre Michael Jackson e seu ‘This is It’ que eu assisti no fim de semana, mas também descartei... Matutando um pouco, surgiu então a idéia de falar sobre uma coisinha que andei reparando nos últimos dias... Aos poucos o blog vai voltando ao ritmo natural, já que eu ainda to passando pelas etapas da separação KKKK


Não preciso encher esse blog de mais reclamação e choro, porque acho que todo mundo já deduziu que eu passei dias bem difíceis nas duas ultimas semanas... Eu me senti perdido, sem idéia do que fazer com a minha vida, tentado a fazer muita coisa que eu me arrependeria depois e querendo, mais do que tudo, poder culpar alguém.

Por mais que as coisas tivessem totalmente fora do controle, só o que eu sabia é que eu precisava sair desse estado degradativo e começar a me recuperar do baque. E, pra isso, fui tentando me apegar a algumas coisas...


De início, me apeguei à idéia de que, com certeza, nós logo iríamos voltar. Era só esperar uns meses e logo tudo ia se resolver e eu voltaria a ser feliz. O pensamento era ‘viver o hoje como der, porque logo vai ficar tudo bem de novo’. Obviamente, foi fracasso total, visto que viver cada dia era um martírio, tendo que conviver com todas as lembranças e tristezas. Vale o parêntese pra comentar como é INCRÍVEL o jeito que as coisas acontecem quando você tá triste! Parece que o mundo conspira contra você e tudo te faz lembrar do sofrimento... O tanto de gente que tinha compromissos pro dia 27, músicas tristes tocando, lembranças em cada cantinho... Foi cruel.


Depois de perceber que isso não ia funcionar, comecei a me apegar em duas das minhas bandas favoritas, Paramore e Cartel, que lançaram discos novos recentemente. As músicas novas, por um tempo, conseguiam me animar, mas logo eu tracei um paralelo entre elas e a minha tristeza e já viraram martírio também.


Nesse meio tempo, acabei contando com bons conselhos vindos de vários lados... Na faculdade, meus bons amigos André e Léo sempre tinham alguma coisa pra dizer... Os comentários dos dois eram sempre bastante diferentes, por sinal... Enquanto o André fazia o possível pra me mostrar que existia vida além da tristeza e, muitas vezes, sendo um pouco duro nas palavras, o Léo tinha um tom mais ameno e mais parecido com o meu jeito de pensar, dizendo que as coisas são como tem que ser e que cabia a mim escolher o destino a dar pra minha vida.


É claro que essa dose alta de pensamentos diferentes foi culminante no processo todo. O Charlie (André é Charlie pra mim) parecia sempre saber o que eu precisava ouvir em cada momento. Todos os comentários e broncas, além dos conselhos, vinham no exato momento em que eu estava pensando alguma coisa que só aquilo podia mudar.


Já o Léo conseguia me mostrar que, sendo quem eu sou, eu podia continuar minha vida, mesmo tendo que me desprender do que eu acreditava que era o melhor.


Sim, eu devo minha atual sanidade a esses dois.


Duas pessoas que eu conheço à tão pouco tempo, das quais eu sei pouco mais do que o nome e o número de telefone, conseguiram fazer com que eu percebesse que a vida não precisava acabar ali. Que só o que faltava era eu encontrar o meu caminho...


E o meu caminho eu encontrei voltando pra minha cidade Natal, a temida Guaiçara.


Encarar meus pais e a família, foi meio que um baque forte. Ver cada rosto familiar, cada ruga de preocupação, cada dúvida banal a respeito da vida e da faculdade... Era como se, apesar de todos os meus problemas, ainda existisse espaço pra pensar em coisas pequenas e sem importância... Falar sobre a casa, sobre o barulho, sobre helicópteros na janela... Existia um mundo fora do poço escuro onde eu havia me jogado.

Meus pais que, apesar de claramente felizes por eu ter saído de um relacionamento que eles ainda não achavam bom, fizeram o possível pra respeitar meu espaço e o meu luto. E pra tentar me colocar pra cima.


E, é claro, meus três melhores amigos, que, acima de tudo, existem. Meu tão amado ‘Sul’ com três das pessoas mais importantes desse mundo pra mim, estava lá me esperando descer do ônibus e passar alguns dias agradecendo por eles existirem. Crau, Duh e Kity ajudaram um bocado na minha ‘recuperação’.


Ver a hesitação deles em tocar no assunto, se esforçando pra não dizer nada que me fizesse lembrar das coisas, tentando me levar pra fazer as coisas que mais nos divertiam e sempre ali, do lado, pra que eu pudesse ficar quietinho sem falar nada, horas essas em que eles sabiam que, de falar, eu me desmontaria.

Até mesmo os distantes, com quem falo só pela internet, foram essenciais nesse meio tempo... Jheymis, Kenny, Lucas e Isão tavam sempre ali me ouvindo reclamar, aguentando minha chatisse, dizendo que tudo ia ficar bem e realmente torcendo por isso... Cada palavra, cada conselho... Foi tudo, muito importante, mesmo


E, então, reparei que, acima de tudo, eu tenho amigos! Amigos que se preocupam comigo, que me querem bem, que esperam o melhor de mim e que, apesar de tudo, não me cobram nada em troca.


Amigos são uma coisa engraçada... São pessoas de quem você gosta sem motivo, que fazem seus momentos serem divertidos e iluminados e as quais, no menor incidente, você perde o contato... Casa-se e passa a tratar os amigos como segundo plano... Mas eles continuam ali... Esperando que você precise deles pra ajudar.


De verdade, eu não me arrependo de nada que fiz enquanto namorei. Mas eu quero agora agradecer imensamente por cada pessoa que, de um jeito ou outro, me ajudou a reencontrar um sentido pra seguir em frente. Talvez eu nem merecesse isso. Então, obrigado.


E agora, então, as coisas estão nesse parâmetro. A vida vai seguindo. Não estou mais preso em nenhum plano absurdo, não to mais escrevendo continhos dramáticos sobre suicídio, aguardando a noite chegar pra dormir, torcendo por não acordar mais.

Consigo ver o sol no meio da escuridão e consigo enxergar os sorrisos de vocês, no fim das contas. Se tem uma coisa da qual eu me orgulho, é dos amigos que consegui recolher por esse mundo.


E, enfim, Adultice de volta e vou tentar não falar mais sobre separação nos posts.
Se você deu RT no twitter, logo vai saber se ganhou o avatar ou não e, enfim, humor fica pra depois.



;D

Marcadores: amigos, faculdade, kleber, namoro, separação

  Iuri Mitika
15:05 | 3 comments


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
enquanto isso, na ficção...
ATENÇÃO CRIANCES. Pra evitar confusões, vou deixar bem claro: ISSO É FICÇÃO! Eu não fiz essas coisas do textinho aí em baixo, ok?




Parecia que alguém havia vomitado na água.

Não era a primeira vez enchia um copo com água e veneno e observava o efeito. Pequenas machas brancas, como espuma, flutuando por cima da água. Seria uma coisa bonita de olhar, se algo pudesse parecer bonito naqueles dias.

O cheiro era repugnante. Cheiro de derrota. Cheiro de falta de coragem. Cheiro de burrice, de fraqueza.


Amor próprio não fazia sentido agora. Amor não fazia sentido.

Morrer por amor? E não simplesmente morrer por amor, mas se matar por amor. Por amor errado. Amor que tinha saído do controle e virado obsessão.


Não tinha dúvidas de que poderia ser a melhor pessoa do mundo. De que poderia mover montanhas com as próprias mãos se precisasse. De que faria tudo o que fosse pra fazer a outra pessoa feliz. Mas não era o tipo de coisa que podia fazer sozinho... Precisa que o outro tivesse vontade.


A cena era cruel: abandonado com um ‘ainda te amo, mas não dá mais’, acreditando naquele amor mais do que tudo, sem poder pegá-lo com as mãos. Sentia como um alcoólatra sem bebida, um viciado sem heroína, um vampiro sem sangue.


Nunca antes achara que poderia amar tanto.


Dentre todas as coisas, o copo sorria pra ele como uma boa solução. Como se pedisse pra ser bebido. Como se quisesse afogar cada gota de mágoa. ‘Sou a solução pra todos os problemas... Um gole e o resto vai ser escuro’.


Esvaziou o copo na pia, sem coragem de tomar uma só gota.


Mesmo assim, a vida desceu pelo ralo, junto com ele.


trecho de nada concreto que escrevi agora a pouco... Vou fazer mais disso.

Marcadores: continho

  Iuri Mitika
16:52 | 4 comments


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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Life sucks. And then you die.
Não, eu não morri.


Fiquei bastante ausente nos últimos tempos e sei que fiquei em falta com quem costuma passar por aqui e ler as asneiras que eu digo. Enfim, vou esclarecer as coisas.

Estou solteiro.


Sim senhores, depois de todos os posts declarações de amor eterno, reclamações sobre as difíceis lutas que a gente tava passando mas que iria superar e toda a certeza de que era a coisa mais certa da minha vida, as coisas saíram do lugar e não deu mais pra levar adiante.

E, enfim, eu não ando com vontade de fazer muita coisa esses dias e o blog acabou sofrendo um pouco...


Porque sabem... Eu não queria isso! Eu queria lutar mais, eu queria insistir mais, eu queria saber que eu venci depois de todo o esforço! Eu queria poder olhar pra frente e ver que o futuro que eu sabia que era o certo tava ali me esperando... E agora é só... Vazio.


Eu não quero ficar sofrendo, nem fazendo os outros sofrerem... Mas cada dia tá sendo uma coisa nova pra mim... Tem os que estou querendo morrer, os que estou infinitamente triste, outros em que estou conformado e alguns em que consigo até ficar feliz...

Mas o fato é de que nada tá certo agora. Nada tá no lugar. Eu só quero a minha vida de volta pro que ela era! Pro que fazia sentido, pro que eu queria de verdade pra mim...


Mas sim, foi uma separação amigável, tentamos deixar tudo do melhor jeito pros dois e eu acho que ele tá conseguindo ir bem... Aproveitando melhor os dias e os amigos e sendo feliz com a decisão que ele tomou.

Eu, daqui, to tentando melhorar gradativamente e viver a minha vida, sem me preocupar muito com o que esperar pro futuro. E tentando fazer com que cada segundo tenha valido totalmente a pena pra nunca dizer coisas do tipo ‘perdi um ano da minha vida com fulano’. Porque não, nada foi perdido. Tudo foi ganhado. Ganhei experiências, ganhei conhecimento, ganhei amizades, ganhei felicidade e aproveitei cada segundo disso.


Agora me sobra uma ‘caixa’ cheia de lembranças, uma caixa torácica onde há dois pulmões e nada mais e a esperança de que, um dia, as coisas voltem a ser o que eram... Ou pelo menos parecidas...

Podem até achar burrice... Mas eu quero ele de volta, agora.


Vou ficar bem, ok? E logo, eu prometo.


Anyway, dou todos os meus ‘Harry Potter’ (livros e DVDs), um rim, uma córnea e um braço pra quem me dar um ‘Aleluia Chance’ pra voltar no tempo e aproveitar melhor pouco tempo que tive...

Logo volto a postar aqui com mais freqüência e tento ser engraçado.



P.S: Até amanhã, estou em Guaiçara/Lins. Bora ferver?
P.S2: Sim, hoje é dia 27.



=/

Marcadores: kleber, namoro, vida

  Iuri Mitika
05:17 | 1 comments


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domingo, 4 de outubro de 2009
Bom é ser feliz com o Molejão
O cúmulo do flop é perder dias reformulando o layout do blog, pra sumir daqui e não postar mais nada K

Ain, mals aê criançada... Tive uns dias de falta de inspiração e tals... Mas vou normalizando as coisas aqui pelo adultice.

Sei que eu tenho que terminar de postar as coisinhas sobre a chegada da internet da minha vida, mas to com preguiça daquelas histórias, então vô postar outra coisa, porque o blog é meu e quem manda sou eu.


Vocês que são crianças, sabem bem que toda criança adooora um faz-de-conta. Tudo quanto é brincadeira tem que rolar algum fingimentozinho, senão não tem graça. O post ia se chamar 'Brincadeira de criança' daí eu comecei a cantar e, enfim, saiu isso.

Não sei se com vocês foi assim, mas nas minhas rodinhas de brincadeiras (que sempre envolviam meus primos – porque parente tem meio que uma obrigação de brincar com você, mesmo quando você é insuportável como eu era), sempre cada pessoa tinha seu personagem cativo. Fulano sempre era o chefe da trupe, o outro sempre era o mais próximo de chefe, as meninas sempre eram as garotinhas indefesas que ficavam chorando pela ajuda do chefe e eu era sempre o amigo bobão.


E aqui vale abrir um parêntese, pra comentar o estranho fato de que, pelo menos na época, qualquer coisa televisiva ou cinematográfica direcionada ao público infantil possuía essa constituição: um líder, o melhor amigo do líder, o bobão e as meninas inteligentes e indefesas (salvo exceções em que as meninas eram machonas nada indefesas).


E, enfim, a gente adorava brincar de imitar essas coisas. Às vezes criávamos nossas próprias brincadeiras de faz-de-conta, mas no geral eram imitações mesmo. E sei lá porque era beeeem divertido.

O intuito geral desse post é relembrar quais personagens eu fui nos mais diversos desenhos animados e brincadeiras e causar vergonha alheia, de novo.



Power Rangers
Essa série de lutadores sentai teve umas 129381209837219847 temporadas. Mas na minha infância, só uma era líder absoluta dos nossos corações: Power Rangers Might Morphin (que continua no meu coração como a MELHOR temporada já produzida – e única que vale a pena assistir de vez em quando).

Essa é a série que mais exemplifica a regra das nossas brincadeiras: o primo mais velho era o Ranger Vermelho, o irmão mais novo dele (que era o segundo mais velho) o Preto, as primas eram a Rosa e a Amarela e, pra mim, sobrava o Azul.

Pra quem não é dessa época, não deve se lembrar de Billy Cranston, o Ranger Azul.

Ele era tipo, o nerd gordinho. Fim, não preciso dizer mais nada.


Ok, ok, combina 100% comigo. Mas, na idéia geral das brincadeiras, ele não era tão forte quanto os outros, não era tão legal quanto os outros, as meninas não se apaixonavam por ele como os outros e, enfim, ele não era nada. E eu, na minha função de primo mais novo da brincadeira, tinha que encarar o personagem. Vale lembrar que o meu papel não era o pior! Tinha um primo mais novo do que eu, que seeempre era todos os ogros e inimigos, que levava os socos e chutes e ataques de raios laser e ficava na base de comando do outro lado da casa da minha vó, bem separado da gente e sozinho KK.

Pelo menos eu era um dos Rangers.




Shurato
Esse ótimo anime japonês rendeu poucas horas de brincadeiras entre eu e os meus dois primos japas (os dois mais velhos), mas como eu to revendo a série atualmente, lembrei desses momentos.

Enquanto o primo mais velho interpretava Gai, o vilão fortão, o outro era Shurato, o protagonista bobão, porém forte. Colocando-me no meu lugar, eu era Leiga, o cara gayzinho, delicado e de armadura cor-de-rosa.

Não farei mais nenhum comentário a respeito.





Cavaleiros do Zodíaco
Também rendeu pouco e segue a mesma idéia de Shurato. A diferença aqui é que a brincadeira envolvia o primo e um conhecido meu (que eu nem conheço mais, RS).

Assim como no Shurato, eu era o gayzinho cor-de-rosa afetadinho. Ou seja, Shun de Andrômeda.

Lembro-me claramente de uma cena que incluía eu rodando uma corrente no meio da estação rodoviária de Guaiçara e mamãe dando pití pra eu parar.






Thunder Relógio
Essa foi uma das minhas criações. Brincadeira favoritada pelos primos durante muito tempo, era a nossa versão dos Power Rangers tupiniquim. A grande sacada aqui é que cada um de nós tinha nossos próprios nomes e nenhum dos primos era um inimigo (ok, é mentira. O primo mais novo as vezes ainda era o inimigo Pum, que era seguido de seus Cocôzinhos capangas).

Depois que os primos mais velhos se mudaram pro Japão e ficamos só eu, a prima e o primo mais novo (irmão dela), os Thunder Relógio passaram por uma reformulação, ganharam novas armas e poderes (baseados em animais alados) e levaram suas aventuras para além das fronteiras dos portões da minha avó.

Um dia a brincadeira foi tão longe que a gente chegou a levar uma tia nossa pra nos ajudar a INVADIR uma cerâmica, pra derrotar os monstros, libertar os prisioneiros do cemitério (?) e rolar no monte de pó-de-serra.

Bons tempos...






Sandy e Junior
Não que sejam personagens de programa infantil nem nada, mas eles eram uma das brincadeiras mais freqüentes entre eu e a prima. Como dançávamos muito bem (e isso não é piada), adorávamos imitar e muitas vezes criar coreografias para as músicas da dupla favorita de nós dois (e que continua minha favorita até hoje forevá amor verdadeiro e eterno foda-se você me deixe viver minha vida em paz lalalá não to escutando nada).

Eu, é claro, era sempre o Junior (personagens gays eram o meu forte...) e a prima a Sandy.

Estranho é que a prima era... bem... Coradinha... Negra mesmo K. E era estranho ser sempre a Sandy. Anyway, como o irmão dela tava sempre por lá, nós tínhamos que dar um personagem pra ele brincar. E, então, ele era o Gustavo, meu melhor amigo e que tocava bateria na nossa banda.

O interessante é que uns anos depois, estreava na Globo o seriado Sandy e Junior e que o melhor do Junior na série também se chamava Gustavo. Nessa época que descobrimos nossos poderes de premonição e acreditávamos neles com MUITA força.





Tempos depois, eu e a prima ganhamos um concurso de covers da dupla, dançando o Pot-Pourri dos Bee Gees.



SmashBros
Ok, não era uma brincadeira física. Mas sempre que eu e os primos japas íamos jogar Smash no 64, existiam regras muito claras para os personagens: Link era do mais velho, Luigi era do irmão dele e o Kirby (rosinha, gordinho e gayzinho) era meu. Qualquer um dos outros estava disponível pra quem quisesse usar, até mesmo nós. Mas esses três eram exclusividade.

Vale lembrar que eu mesmo escolhi o Kirby como meu personagem cativo =D





Pokémon
Nas poucas vezes em que brincamos de qualquer coisa relacionada a Pokémon fora dos videogames, eu era destinado aos monstrinhos aquáticos tal qual a Misty. Isso também por vontade própria, diga-se.

É claro que eu perdia as batalhas com bastante freqüência.




Of course tínhamos várias outras brincadeiras, mas minha memória não é tão boa assim (e o post é só sobre as baseadas em programas de TV... Brincavamos de 'Perdidos na Floresta' que era tipos MÓÓÓÓITO parecida com Lost, tinha até a coisa do avião cair numa floresta perdida e tudo mais, mas não existia Lost na época).

E, de qualquer maneira, minha infância parou por volta dos meus 11 anos e, por essa época, já era beeem incomum me ver brincando de qualquer coisa. Eu preferia passar o tempo lendo ou vendo TV. Então a graça foi acabando logo...


Mas são memórias interessantes pra contar em rodinhas de família e tudo mais. E eu busco esconder FOVERÁ todas as brigas que tivemos a respeito de quem seria cada dançarina do Tchan e tudo mais. Beijos.



=D

Marcadores: família, infância, loucuras, micos, passado, primos, Sandy

  Iuri Mitika
09:30 | 5 comments


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